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O Memorial da História em Quadrinhos da Paraíba é um projeto de extensão e pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba

Edição:
Henrique Magalhães

Contato: henriquemais@gmail.com

Equipe editorial:
Paloma Diniz

Cobaloradores:
Cristovam Tadeu (detalhe de ilustração para o cabeçalho)

Criou-se em julho de 2013, com fluxo contínuo de atualizações.

   Edito

HQ paraibana: uma aventura pra valer

A História em Quadrinhos da Paraíba já tem uma boa trajetória de criação e produção, levando algumas gerações de autores a se notabilizar não só no estado, mas em nível nacional e mesmo internacional. Desde sua primeira publicação, com As aventuras do Flama, por Deodato Borges, em 1963, os quadrinhos paraibanos já demonstraram sua força com o protagonismo de seus autores, que não esperaram a improvável abertura de mercado para suas produções e se aventuraram na autoedição.

O primeiro personagem surgiu em revista própria, derivada do programa radiofônico comandado por Deodato Borges em Campina Grande, mas que atingia todo o estado. A esse seguiram Bat-Madame, de Luzardo Alves e Anco Márcio; Cuca, de Assis Vale; Adub, o camelo, de Juca e Marcos Tavares; Shangai, de Richard Muniz; Planeta Maluco, de Deodato Borges; As Cobras, de Marcos Nicolau; O conde, de Tônio; Welta, de Emir Ribeiro; Maria, de Henrique Magalhães e tantos outros que vieram na onda proporcionada pela criação de suplementos dominicais de quadrinhos, lançados pelos principais jornais da capital.

Essa fase inicial foi registrada no trabalho de conclusão do Curso de Comunicação Social da UFPB, por Henrique Magalhães em 1983 e lançado em livro com o título A incrível história dos quadrinhos: 20 anos de HQ da Paraíba. Muitos autores surgiram nesse período, favorecidos pelo incentivo de editores como Deodato Borges, Antônio Barreto Neto, Marcos Tenório e Vilma Wanda, que viam nos quadrinhos em broto, feitos muitas vezes por crianças e adolescentes, o potencial criativo para uma produção artística de relevância.

Apesar de certo esmorecimento na produção das décadas de 1980 e 1990, novos autores se destacaram, a exemplo de Cristovam Tadeu, Deodato Filho, Shiko, e mais recentemente o grupo Made in PB, o Coletivo WC, Lailton Silva e Jailson Barros, que lançam suas próprias publicações impressas e na internet. A qualidade editorial se aperfeiçoa com as novas tecnologias de impressão e comunicação, abrindo a possibilidade de um fluxo de produção contínuo.

Toda essa história rica em criatividade e empreendedorismo é o que o Memorial da História em Quadrinhos da Paraíba, hospedado na internet no domínio www.memorialhqpb.org, busca resgatar, registrar, e servir de banco de dados para pesquisas ou prazer da informação. Nosso objetivo é também a promoção e o incentivo aos novos quadrinistas, que não cessam de brotar no estado.

Para o Memorial, serão considerados autores paraibanos todos os naturalmente nascidos na Paraíba, mais os radicados no estado há mais de três anos e que demonstrem interesse em fazer parte de nosso acervo cultural. Além dos quadrinistas, registraremos as obras dos cartunistas e chargistas, que são artes afins à História em Quadrinhos, em qualquer suporte ou técnica em que forem produzidas: impressas ou virtuais, em desenho, gravura, pintura, animação etc.

O Memorial é um projeto de extensão do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba, coordenado pelo professor Henrique Magalhães. Juntamente com a editora Marca de Fantasia, situa-se no Grupo de Pesquisa em Humor, Quadrinhos e Games – GP-HQG, que serve de laboratório aos mestrandos e graduandos do Mestrado em Comunicação e do Curso de Comunicação em Mídias Digitais dessa Universidade.

Henrique Magalhães

 

 

 

 

 


O Flama, de Deodato Borges,
pioneiro dos quadrinhos paraibanos

 

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